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Barrados no Braille | |||||||||||||||
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O Beijo da Mulher Blogueira Aquela madrugada, depois de havermos mosquejado por todos os blogs da cidade, depois de experimentarmos, de degrau em degrau, a silabaria duvidosa das cachaças de bordo, quase de saída, da porta do último blog, você me fitou com aquele seu olhar de ponta de tesoura (minha ilusão de ótica só me faz pensar para você um olhar assim, de ponta de tesoura), pois você me olhou com aquele olhar de ponta de tesoura e disse de um sorvo, o último do seu cálice, disse de um sorvo para eu não me atrever a tocar no poeta. As palavras caindo queixo abaixo, você disse que com a poesia eu podia ficar, mas não me atrevesse a tocar no poeta. Desesperada, corri para a tenda onde a poesia habita, prevendo catástrofe, prevendo desgraças, mas ali, encontrei somente o sono desamparado daquele que só sabe fazer versos, mesmo quando dorme. Naquela hora, fosse por pressentimento, fosse por respeito, não ousei tocá-lo, mas bebi gota a gota, dos seus lábios entreabertos, o hálito novo da sua poesia. Escrito por Joana às 18h15 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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